Arte e Desenvolvimento

"E se a sua criatividade vier do silêncio de seu coração,
ela terá uma qualidade e um sabor diferente."







quinta-feira, 20 de novembro de 2008

CLOWN VIVENCIAL

Venho pesquisando a arte do palhaço no palco, e em instituições hospitalares, há mais de dez anos.

Junto com minha grande partner Ekin, criei a ‘Iniciação de Clown’ e as oficinas permanentes de ‘Manutenção de Clown’ com o propósito da descoberta e aprofundamento técnico do clown pessoal de cada aluno, explorando diferentes abordagens a nível teatral, circense e de poesia.



Apartir do profundo desejo e necessidade de mergulhos em águas ainda não exploradas, criei o workshop ‘CLOWN VIVENCIAL’, que tem um formato diferenciado que busca a sensibilização, a tomada de consciência das suas ‘automatismos’ e de sua ‘essência’ e o resgate da criança interior.

O grande diferencial deste trabalho está calcado em minhas investigações sobre a teias de relação entre a meditação e a presença cênica.

Criar esse formato de workshop, se tornou necessário apartir do momento que senti necessidade de trabalhar com pessoas sem nenhuma experiência profissional em Artes Cênicas. Pessoas que não estivessem buscando um aprofundamento técnico, mas sim um reencontro consigo mesmas.

Recontatar com sua criança interior através do nariz de palhaço.

A crença de que o clown não é uma personagem- mas sim uma lente de aumento da alma e da corporalidade de cada pessoa, direciona esse workshop para uma oportunidade de auto-conhecimento e auto-aceitação profundos.
Vivências e jogos proporcionam um resgate da ludicidade e da infância- fase sagrada em que todos gostávamos de brincadeiras e de risadas. Um retorno pra dentro do coração das pessoas, pra que os corpos relembrem a liberdade expressiva que é inerente a todos os seres humanos.
Sendo assim, o clown é visto como uma respeitável criança criadora, um provocador de emoções, de sentimentos, de sensações e especialmente de riso. Fazendo rir com sua visão de mundo e suas tentativas de transpassar os seus fracassos. O clown não ri dos outros, os outros é que devem rir dele. É a criança que todos levamos dentro de nós, que não tem tabus, que desfruta brincando e que quer ser como os adultos, ainda que nunca possa consegui-lo.
Sob essa ótica, o clown, guiado pela lógica do jogo, pode brincar com as relações humanas, onde todos podem se reconhecer através de suas tentativas atrapalhadas e ingênuas, e ao mesmo tempo, gozar de um sentimento de integridade, frente a esta pequena máscara que é o nariz vermelho.

Através de exercícios e vivências (re)criadas especialmente para este trabalho, os alunos terão a oportunidade de buscar fazer graça. Mais especificamente, de ser a graça. A possibilidade da descoberta do clown de uma forma profundamente humana, promovendo o jogo cênico/cômico através do ser artístico e poético.

Esse trabalho enfoca a prática vivencial, mas oferece suporte teórico através de vídeos e material bibliográfico sobre a arte clown.

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